Esta não foi a mais confortável das vitórias deste francês, que já foi o primeiro à chegada por nove ocasiões, seis vezes em cima de uma moto e, a partir de agora, três em cima de quatro rodas.
Dominque Serieys foi o primeiro porta-voz do contentamento da Mitsubishi pelo sétimo triunfo consecutivo na prova, num palmarés que já inclui 12 vitórias na prova. Nunca outra marca foi tão bem sucedida na maratona de todo-o-terreno.
Kris Nissen, director-desportivo da Volkswagen, ficou satisfeito pelo desempenho da sua equipa, por entender que foi a mais rápida durante a prova. Mas fica um sabor amargo pelo dia «negro» que estragou tudo o que havia sido feito até então.
Ao completar o Dakar »a solo», pelo segundo ano consecutivo, Ricardo Leal dos Santos é agora o único piloto a ter conseguido esse feito nos últimos dez anos.
Hélder Rodrigues conseguiu pela segunda vez consecutiva ser o melhor nas 450cc e garantiu igualmente o melhor resultado de sempre de um piloto português ao ser o quinto da geral.
O vencedor da edição passada ficou conformado e não questionou a decisão da equipa. Mas Luc Aphand vai voltar ao Dakar para tentar a sua segunda vitória. Já no próximo ano.
Apesar das vicissitudes que caracterizaram a sua prova, pelo segundo ano consecutivo Luís Ferreira conseguiu levar até Dakar o Defender do Team 4x4 Rodas, terminando na 100ª posição.
132 motards, 109 equipas em automóvel e 69 camiões chegaram à capital senegalesa e terminaram o 29.º Dakar. Cyril Despres ganha o seu segundo Dakar em motos e Stéphane Peterhansel tem agora um capital de três vitórias em automóveis. Em camiões, é uma nova cara que aparece no palmarés: Hans Stacey.
Sofreu e quase abandonou no passado ano ainda em Marrocos, mas agora Paulo Gonçalves está em Dakar, depois de mais uma corrida recheada de altos e baixos.